quinta-feira, 21 de junho de 2007

Reportagem sobre escultores de areia

Essa reportagem eu fiz para minha aula de comunicação impressa. Valeu pela grande colaboração da Débora, com todos os sites e - principalmente - me consolando quando perdi meu mp3 e meu celular afogados... buáááhhh... Ossos do ofício né? Só por isso, eu merecia um 10!
Pelo menos, nós aproveitamos um dia no Arpoador, tomamos banho nas piscininhas formadas na faixa de areia! Humm, perfeito! Tudo por uma entrevista, ó que triste... rs
A reportagem está concorrendo a ser publicada no portal da PUC. Será que vai, gente??? Bem, eu gostei! =) *Tudo bem que eu sou meio suspeita pra falar... rs*
Leiam e tirem suas conclusões!

Beijinhos da Dani



Arte é a praia deles

Areia, água e muita criatividade: esses são os ingredientes de uma arte feita à beira-mar que atrai cariocas e turistas. Os mestres da areia espalham-se por toda a orla das praias de Copacabana, Ipanema e Leblon, e já fizeram de suas esculturas parte da paisagem. As formas são as mais variadas: mulheres de biquíni, castelos, golfinhos e, recentemente, o pequeno sol Cauê, mascote dos Jogos Pan-Americanos.
Nas areias de Copacabana, Ubiratan dos Santos, famoso pelas esculturas de corpos femininos bem torneados, declara ser o mais rápido das praias. “Levo 20 minutos para esculpir uma mulher”, gaba-se Ubiratan, conhecido popularmente como Bira. Sua arte já lhe rendeu premiações e até visitas de famosos, como a do cantor Xandy e da atriz Regina Duarte. Ele guarda reportagens sobre suas obras, que mostra orgulhoso a todos que param para apreciar. Há dez anos no ramo, todos os dias Bira vem de Olaria, bairro onde mora, e fica na praia das nove horas da manhã até as nove da noite.
O escultor Rogean Rodrigues, de 25 anos, aprendeu a arte ainda adolescente com o colombiano Alonso Gómez-Díaz. Rogean era engraxate e morador da favela Pavão-Pavãozinho quando conheceu seu mestre, que o levou em viagens pelo mundo. “Já visitei lugares como o Caribe, Equador e Venezuela, e cheguei a morar dois anos na Colômbia com Alonso”, diz o escultor de Copacabana, que se declara um grande apreciador da arquitetura, tema da maioria de seus trabalhos. A história da união de Alonso e Rogean interessou ao professor Raul Vargas, que resolveu torná-la tese de mestrado e, posteriormente, doutorado. Raul, hoje professor e coordenador do Curso de Jornalismo da Universidade de Uberaba (Uniube), lançou a revista Reportagensaio, que fala da vida e arte dos dois artistas da primeira à última página. Como Bira, Rogean também recebeu visitas famosas. Uma delas foi a curiosa visita do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, que, acompanhado do ator Anthony Hopkins, deu apenas um dólar e sequer parou para uma foto.
Em Copacabana, uma construção colonial de areia atrai o interesse de quem passa. Com direito a jardim e até telhado vermelho, colorido com pigmento, a obra do artista Isaac Couto é inspirada num trabalho seu, feito para a exposição “Tudo é Brasil, Nada é Brasil”, que aconteceu em 2004 no Paço Imperial. No evento, Isaac construiu uma escultura que reproduzia a arquitetura do local. Cuidadoso com sua obra, o escultor chega a dormir na praia ao seu lado vários dias de guarda, para que não seja destruída à noite.
A escultura feita apenas de água e areia dura cerca de três dias, mas com a ajuda de um fixador chega a resistir durante meses. Alonso e Rogean pesquisaram uma série de substâncias até chegar enfim ao produto certo, o impermeabilizante suíço Sika-2. Porém a pergunta é: e quando chove? A chuva parece atrapalhar, mas, no caso da areia impermeabilizada, ajuda a manter a umidade da obra, o que a faz permanecer coesa. “A areia seca desmorona com facilidade, e por isso é até melhor que chova de vez em quando. As esculturas precisam ser constantemente molhadas”, declara Rogean. Todos os dias ele acrescenta algo novo em seus trabalhos, criando aos poucos imensos cenários. Este é o caso do castelo que exibe atualmente em Copacabana, em pé desde o Carnaval passado. Já Bira prefere mudar suas “mulheres” sempre. “Você passa aqui agora, e meia hora depois já está tudo diferente”, afirma ele.
E quem pensa que esta arte fica apenas no Brasil está enganado: há competições de esculturas de areia em todo o mundo. Um exemplo é a FIESA (Festival Internacional de Escultura em Areia), que reúne competidores de vários países, como Espanha, Portugal, Rússia e Turquia. O evento, já em sua quinta edição, começou no dia 7 de junho e vai até o dia 7 de outubro na cidade de Algarve, em Portugal, com o tema “Maravilhas do Mundo”. O festival deste ano conta com quatro representantes do Brasil. Um deles é Maurício Prata Real, que realizou muitas esculturas da novela Mulheres de Areia, celebrizadas por Tonho da Lua, personagem de Marcos Frota. Dentre as atrações do acontecimento estão concertos de música ao vivo, sessões de cinema ao ar livre e apresentações de teatro e artes circenses.

Areia salgada. Alonso e Rogean também esculpem fora da praia, para os clientes que desejam ter sua própria escultura de areia. Geralmente, os solicitantes são hotéis, shoppings, restaurantes e lojas, como a paulista Balangandã. O estabelecimento, localizado na famosa rua Oscar Freire, na região de Jardins, colocou em exposição um castelo de areia feito pelos escultores. A obra, que levou três dias para ficar pronta, custou dois mil reais e precisa ser regada todos os dias para que não desmorone.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Aqui vai um pequeno texto que fiz para minha aula de técnicas de comunicação. A mensagem vale a pena ser lida.

Mil beijinhos,

:Dani


“O que me preocupa não é o grito dos maus.
É o silêncio dos bons.”

Martin Luther King


Intimidação: A mais moderna arma de destruição em massa

A intimidação é uma arma eficaz para vencer os fortes sem personalidade. Essa é a arma do medo, da hipocrisia e da impunidade. Seus efeitos mais comuns são cegueira, desânimo, silêncio e até a morte de milhares de inocentes. Não pense que a intimidação é forte, mas, pelo contrário, fraca demais. Por isso usa a voz; seu único talento é a eloqüência. Ela fala desde o alto dos morros de ruas inconseqüentes ao planejado plenário nacional, trajando um terno ou portando um fuzil.
Seus sintomas são fáceis de identificar, mas difíceis de reconhecer. Alguns deles: ligar a televisão e tomar conhecimento dos crimes mais brutais sem se chocar; desistir do país, do voto, dos políticos e das instituições nacionais; e ter medo de denunciar e não acordar no dia seguinte.
O único jeito de vencê-la – já que a intimidação não se cala – é gritar mais alto. Gritar mais alto contra o medo, a hipocrisia e a impunidade. A questão é até quando inocentes terão de morrer para que a sociedade perceba que há muito tempo detém a mais poderosa arma de combate: sua voz.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Meu própio blog!

Sim, eu tenho meu próprio blog! Vou poder postar minhas frescurites, meus textos...
Mas hoje não, hoje só vou ficar admirando...
Em breve posto uma mensagem decente. rs.