Metrô lotado, por volta de 8 e 15 da manhã. Pessoas em piloto-automático, cheias de olheiras.
Comigo não podia ser diferente.
Eis que estou no desconforto de minha viagem, massacrada por pessoas barrigudas ao meu redor e me entra um casal. Rindo, conversando feliz, feliz demais para aquela hora da manhã.
Até aí tudo bem.
Mas aí começa minha agonia.
Dentro daquele ambiente claustrofóbico, é impossível não ouvir a conversa das pessoas. E o pior: é vão tentar fugir delas.
O menino devia ter pelos seus 20 e poucos anos. Falava e ria, e contava histórias. Aos poucos eu ia identificando os personagens: Bart, Lisa, Homer... Simpsons! A figura estava contando a história do filme dos Simpsons!
AH, NÃO!
A menina que estava com ele disse: 'Pára, você está me contando o filme todo!' Como se não bastasse, a resposta dele foi a mais odiável possível: 'Não, só estou contando as partes mais engraçadas!' Assim, ele continuou.
GRRRRRRR!!!
Eu fiquei tentando me concentrar em conversas paralelas ao redor, mas aquelas palavras estavam altas demais para eu abstrair. Depois, pensei em tentar a velha técnica infantil do "lá lá lá, não tô ouvindo", mas como achei que ia ficar muito ridículo fazer isso em público, eu desisti antes - que bom.
Nessas horas tenho mais saudade do meu falecido mp3, que morreu afogado no Arpoador... Sniff...
Tentei fugir, mas era muito complicado. As pessoas ali são obrigadas a suportar o cheiro do sovaco alheio, ou seja, o espaço é escasso. Pelo menos eu tirei uma lição pro resto da vida: Nunca vou contar a história de nenhum filme pra ninguém, MUITO MENOS num meio de transporte de massa.
Quase bati no cara. (!!!)
Devia ser proibido falar de filmes em locais públicos! É um absurdo me privar de rir das piadas do filme! Rir sem prevenir, sem saber, sem esperar!
Sabe qual é a melhor forma de ver um filme?
Sem expectativa nenhuma. Sem ler sinopse, sem olhar se o bonequinho senta, levanta ou dorme, sem ouvir opinião de amigo... E - LÓGICO - sem saber quais são as partes mais engraçadas, já que assim você passa a esperá-las. Por mais divertidas que sejam, não vão arrancar nenhuma reação sua.
A gente ri do que não prevê. Pode ser a melhor piada, pela segunda vez já não tem tanta graça.
A grande tacada é o efeito surpresa.
Eu costumo dizer que prefiro não ter nenhuma expectativa sobre nada. O segredo de rir um pouco está em se surpreender, e não é mais surpresa aquilo que se espera.
O negócio é: se for bom, que ótimo! Contribuiu para mais um momento feliz na minha vida. Se não for, não faz mal: eu não esperava nada mesmo! rs
Uma moral da titia Dani: claro que você pode planejar sua vida, mas nunca espere que tudo vai dar certo! Cate todos os possíveis problemas, por mais louco que isso pareça, e resolva-os. Sempre surgem problemas de última hora, mas é muito melhor que eles sejam menores- e não maiores - do que você previa.Parece meio absurdo, mas funciona. Você começa a ver a vida de uma forma muito mais bonita.
E vai perceber o tamanho da maldade que é contar a história de um filme em cartaz... ¬¬'
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Alienação!
Para mim, existe uma alienação muito pior que não ler jornal, não saber que a capital da Paraíba é João Pessoa ou que FAB significa Força Aérea Brasileira.
A pior e mais imperdoável é não ter motivo de viver, não saber porque existe e não procurar saber.
Há pessoas cheias de cultura inútil. Diga qualquer sigla: Embrapa, Anatel, Apac, Anac, Suderj... Elas definirão todas. Mas pergunte porque elas vivem. Pergunte seu motivo para acordar todo dia sem achar que a vida não faz sentido, sem querer cortar os pulsos, sem querer sumir. Certamente, a esmagadora maioria não terá resposta.
Dizem que os alienados fogem das más notícias. Existe pessoa mais alienada do que aquela que fuja da consciência de sua própria morte? Às vezes um profissional bem sucedido, um grande artista, um excelente advogado, alguém que tem opinião pra tudo, menos para si mesmo. Que usa seu conhecimento como justificativa para não procurar o que realmente importa saber.
É bom de vez em quando analisarmos isso.
Nesse corre-corre, estudando, descobrindo, conhecendo e se informando, achamos que não somos alienados. E esquecemos do porquê de tudo isso.
Assim, nos tornamos os verdadeiros ‘aliens’ dessa história, porque aqui na Terra tudo que é vivo morre um dia. E o que fazemos de nossas vidas?
Absorvemos todo o conhecimento e esquecemos de buscar o sentido da existência.
A religião vira ópio do povo, neurose coletiva... Enquanto viver para trabalhar está na moda!
Olha o que o capitalismo faz conosco.
Abra os olhos, antes se tornar um escravo do sistema sem que você perceba. E repense também sobre si mesmo.
A pior e mais imperdoável é não ter motivo de viver, não saber porque existe e não procurar saber.
Há pessoas cheias de cultura inútil. Diga qualquer sigla: Embrapa, Anatel, Apac, Anac, Suderj... Elas definirão todas. Mas pergunte porque elas vivem. Pergunte seu motivo para acordar todo dia sem achar que a vida não faz sentido, sem querer cortar os pulsos, sem querer sumir. Certamente, a esmagadora maioria não terá resposta.
Dizem que os alienados fogem das más notícias. Existe pessoa mais alienada do que aquela que fuja da consciência de sua própria morte? Às vezes um profissional bem sucedido, um grande artista, um excelente advogado, alguém que tem opinião pra tudo, menos para si mesmo. Que usa seu conhecimento como justificativa para não procurar o que realmente importa saber.
É bom de vez em quando analisarmos isso.
Nesse corre-corre, estudando, descobrindo, conhecendo e se informando, achamos que não somos alienados. E esquecemos do porquê de tudo isso.
Assim, nos tornamos os verdadeiros ‘aliens’ dessa história, porque aqui na Terra tudo que é vivo morre um dia. E o que fazemos de nossas vidas?
Absorvemos todo o conhecimento e esquecemos de buscar o sentido da existência.
A religião vira ópio do povo, neurose coletiva... Enquanto viver para trabalhar está na moda!
Olha o que o capitalismo faz conosco.
Abra os olhos, antes se tornar um escravo do sistema sem que você perceba. E repense também sobre si mesmo.
Jornal: Ler ou não ler, eis a questão
Nessa semana eu dei um pequeno susto na minha professora de comunicação. Todo mundo estava falando de si mesmo: idade, se gostava de TV, o que faria como habilitação (se você não está inteirado em Comunicação Social, saiba que existem três habilitações específicas depois do ciclo básico: publicidade, cinema e jornalismo).
Eu não quis mentir: Não gosto de TV e não gosto de ler jornal. Acho que ela arregalou o olho depois de ouvir isso. A sala, em total silêncio. Sei que o pensamento de muitos foi: "Meu Deus, o que você está fazendo aqui criatura???" Tá, eu vou tentar explicar - ao menos - para os poucos que visualizarem meu blog.
Primeiro: Eu tendo a atitudes polêmicas. Não que eu tenha tanta personalidade assim, mas eu sou meio impulsiva, PORTANTO, não confie completamente no que eu disser em público, porque é quando minhas mãos tremem mais q vara verde em ventania, e quando ajo sob pressão. E admito, eu mesma teria me questionado. "Que figura maluca é essa? E como ela consegue tirar notas boas sendo assim?"
Segundo: Não que eu não goste de ler jornal. Mas eu admito que estou meio magoada com ele. Eu, sinceramente, acho um saco ler jornal como ele é hoje. Metade do jornal é desastre. Querido, eu moro na Penha! Eu vejo desastre ao vivo, não preciso de jornal pra isso... Eu já vi um ônibus queimando quase em frente à minha casa, já vi traçante, sangue de homem morto na esquina. Sinceridade, chego da faculdade cansada, cheia de pensamentos sobre mídia, comunicação em massa, alienação e tudo mais. Dou graças a Deus por não ter encontrado um desastre na rua dessa vez e vou para o calorzinho do meu lar abrir o jornal e ler tiroteio no Alemão, Força Nacional pega traficante, delegacia é metralhada...? Eu não, fala sério.
Eu sou uma curiosa. Leio tudo que aparecer, pode ser o que for. E O-dei-O ficar parada, tenho uma mente inquieta. Leio revista Caras no dentista, Turma da Mônica, até Viva Mais se deixar... Leio livros e mais livros, amo filosofia - a não ser Sartre, que é pior que ler jornal -, antropologia, cultura, arte e, ah, a música! Eu amo música demais! Mas não gosto de más notícias. E me reservo ao direito.
Isso não significa que eu prefira estar alienada das más notícias, eu só não quero ficar fuçando, absorvendo... Li uma vez, é o suficiente.
A partir do momento que as pessoas, além de problemas, apresentarem soluções, eu vou ler tu-di-nho. Eu sou muito sensível, meu amigo! Isso pra mim é questão de sobrevivência. De más notícias, já basta o que tenho de enfrentar no dia-a-dia da vida...
Terceiro: Você vai me dizer: "Ah, mas o jornal tem cultura, esportes, turismo... Não é só desastre!" Tá, e eu concordo. Mas vamos ver se compensa. Eu não moro na Zona Sul, moro na Zona Norte, onde vala estoura e a prefeitura leva meses pra consertar... Lugar de gente simples, que compra roupa na Citycol, na feirinha e na liquidação, isso quando pode, e não se envergonha disso! Gente que não chega a ser miserável, mas também não ultrapassa o limite de classe média. Eu estou inserida neste contexto. Sou uma bolsista sem dinheiro: ou como, ou ando de ônibus, ou tiro xerox, ou compro jornal, ou economizo em tudo isso para comprar um livro! rs. Ainda bem que levo isso na risada!
(Quando a gente é pobre, aprende a calcular custo-benefício rapidinho! ->) Bem, um bom jornal custa em média R$ 2,00. De uma metade vou ler apenas o título e o subtítulo, que é a parte das tragédias. Logo, 1 real jogado fora. Neste 1 real que sobra, estão as matérias de cultura, arte, economia e as colunas. Aí eu, toda contente, abro na parte do jornal que não foi pro cachorro... E vejo uma matéria sobre a difusão do funk pelo mundo. Leio, mais pela revolta que pela minha própria vontade, e me assusto ao saber que o Brasil, que já exportou samba e bossa nova de qualidade, anda propagando o funk. Aí eu penso: nós brasileiras já somos muito mal vistas lá fora. Agora, entorna o caldo de vez: "Vai cachorra, popozuda..."
*** Pra você me entender melhor: Vejo o funk como a expressão ritmada da despreocupação social e educativa do Brasil com os menos favorecidos. A desvalorização da mulher, a banalização do sexo e tudo mais que o funk exalta, é o resultado da perda de limites. Quem faz funk não é culpado, mas acho que a demoralização engrandecida por este "estilo musical" não deveria passar em branco, já que é resultante de sérios problemas.***
Então veja bem: vou pagar R$ 2, 00 pra não ler a metade, e para ainda correr o risco de não gostar do resto. Então, para mim não vale. De forma alguma desvalorizo o trabalho desses profissionais mais que experientes que fazem um jornalismo de qualidade, mas acho também que nós, comunicadores, temos eternamente o desafio de nos tornarmos próximos do público e falarmos sua língua, de uma forma que até eu, que não gosto de funk, leia uma matéria sobre esse assunto porque tem algo que me interesse. É lógico que isso é difícil, mas eu acho que esse deve ser nosso desafio diário. Chega de textos insossos! A sociedade está tomando um rumo e o jornalismo terá que acompanhar, no qual matérias sem sabor não terão lugar. É lógico que denúncias devem ser feitas sempre, mas seriedade não significa chatice.
Se eu estiver errada, alguém me corrija pro favor. Eu só prefiro ver o lado bom das coisas e, ao ver o lado ruim, consertá-lo, ao invés de apenas dizer que ele existe.
Quarto: Para não dizerem que sou uma menina rebelde, desde já aviso: descobri que o jornal O Globo disponibiliza sua edição diária on-line e, apesar de não gostar muito de ler na tela do computador, dou uma lida sempre que posso, cerca de 4 a 6 dias da semana. Mas continuo achando chato... A não ser a parte de cultura, arte e, ah, a música! Eu amo música demais! Bem, menos funk.
Já a TV é outra história...
Eu não quis mentir: Não gosto de TV e não gosto de ler jornal. Acho que ela arregalou o olho depois de ouvir isso. A sala, em total silêncio. Sei que o pensamento de muitos foi: "Meu Deus, o que você está fazendo aqui criatura???" Tá, eu vou tentar explicar - ao menos - para os poucos que visualizarem meu blog.
Primeiro: Eu tendo a atitudes polêmicas. Não que eu tenha tanta personalidade assim, mas eu sou meio impulsiva, PORTANTO, não confie completamente no que eu disser em público, porque é quando minhas mãos tremem mais q vara verde em ventania, e quando ajo sob pressão. E admito, eu mesma teria me questionado. "Que figura maluca é essa? E como ela consegue tirar notas boas sendo assim?"
Segundo: Não que eu não goste de ler jornal. Mas eu admito que estou meio magoada com ele. Eu, sinceramente, acho um saco ler jornal como ele é hoje. Metade do jornal é desastre. Querido, eu moro na Penha! Eu vejo desastre ao vivo, não preciso de jornal pra isso... Eu já vi um ônibus queimando quase em frente à minha casa, já vi traçante, sangue de homem morto na esquina. Sinceridade, chego da faculdade cansada, cheia de pensamentos sobre mídia, comunicação em massa, alienação e tudo mais. Dou graças a Deus por não ter encontrado um desastre na rua dessa vez e vou para o calorzinho do meu lar abrir o jornal e ler tiroteio no Alemão, Força Nacional pega traficante, delegacia é metralhada...? Eu não, fala sério.
Eu sou uma curiosa. Leio tudo que aparecer, pode ser o que for. E O-dei-O ficar parada, tenho uma mente inquieta. Leio revista Caras no dentista, Turma da Mônica, até Viva Mais se deixar... Leio livros e mais livros, amo filosofia - a não ser Sartre, que é pior que ler jornal -, antropologia, cultura, arte e, ah, a música! Eu amo música demais! Mas não gosto de más notícias. E me reservo ao direito.
Isso não significa que eu prefira estar alienada das más notícias, eu só não quero ficar fuçando, absorvendo... Li uma vez, é o suficiente.
A partir do momento que as pessoas, além de problemas, apresentarem soluções, eu vou ler tu-di-nho. Eu sou muito sensível, meu amigo! Isso pra mim é questão de sobrevivência. De más notícias, já basta o que tenho de enfrentar no dia-a-dia da vida...
Terceiro: Você vai me dizer: "Ah, mas o jornal tem cultura, esportes, turismo... Não é só desastre!" Tá, e eu concordo. Mas vamos ver se compensa. Eu não moro na Zona Sul, moro na Zona Norte, onde vala estoura e a prefeitura leva meses pra consertar... Lugar de gente simples, que compra roupa na Citycol, na feirinha e na liquidação, isso quando pode, e não se envergonha disso! Gente que não chega a ser miserável, mas também não ultrapassa o limite de classe média. Eu estou inserida neste contexto. Sou uma bolsista sem dinheiro: ou como, ou ando de ônibus, ou tiro xerox, ou compro jornal, ou economizo em tudo isso para comprar um livro! rs. Ainda bem que levo isso na risada!
(Quando a gente é pobre, aprende a calcular custo-benefício rapidinho! ->) Bem, um bom jornal custa em média R$ 2,00. De uma metade vou ler apenas o título e o subtítulo, que é a parte das tragédias. Logo, 1 real jogado fora. Neste 1 real que sobra, estão as matérias de cultura, arte, economia e as colunas. Aí eu, toda contente, abro na parte do jornal que não foi pro cachorro... E vejo uma matéria sobre a difusão do funk pelo mundo. Leio, mais pela revolta que pela minha própria vontade, e me assusto ao saber que o Brasil, que já exportou samba e bossa nova de qualidade, anda propagando o funk. Aí eu penso: nós brasileiras já somos muito mal vistas lá fora. Agora, entorna o caldo de vez: "Vai cachorra, popozuda..."
*** Pra você me entender melhor: Vejo o funk como a expressão ritmada da despreocupação social e educativa do Brasil com os menos favorecidos. A desvalorização da mulher, a banalização do sexo e tudo mais que o funk exalta, é o resultado da perda de limites. Quem faz funk não é culpado, mas acho que a demoralização engrandecida por este "estilo musical" não deveria passar em branco, já que é resultante de sérios problemas.***
Então veja bem: vou pagar R$ 2, 00 pra não ler a metade, e para ainda correr o risco de não gostar do resto. Então, para mim não vale. De forma alguma desvalorizo o trabalho desses profissionais mais que experientes que fazem um jornalismo de qualidade, mas acho também que nós, comunicadores, temos eternamente o desafio de nos tornarmos próximos do público e falarmos sua língua, de uma forma que até eu, que não gosto de funk, leia uma matéria sobre esse assunto porque tem algo que me interesse. É lógico que isso é difícil, mas eu acho que esse deve ser nosso desafio diário. Chega de textos insossos! A sociedade está tomando um rumo e o jornalismo terá que acompanhar, no qual matérias sem sabor não terão lugar. É lógico que denúncias devem ser feitas sempre, mas seriedade não significa chatice.
Se eu estiver errada, alguém me corrija pro favor. Eu só prefiro ver o lado bom das coisas e, ao ver o lado ruim, consertá-lo, ao invés de apenas dizer que ele existe.
Quarto: Para não dizerem que sou uma menina rebelde, desde já aviso: descobri que o jornal O Globo disponibiliza sua edição diária on-line e, apesar de não gostar muito de ler na tela do computador, dou uma lida sempre que posso, cerca de 4 a 6 dias da semana. Mas continuo achando chato... A não ser a parte de cultura, arte e, ah, a música! Eu amo música demais! Bem, menos funk.
Já a TV é outra história...
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